quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia em Escola do Realengo


Se o que aconteceu hoje no Rio de Janeiro, no Bairro do Realengo, não for o início do fim dos tempos, então é pelo menos um exemplo daquilo que nos aguarda. A chacina realizada pelo jovem Wellington Menezes de Oliveira, na Escola Municipal Tasso Silveira, ilustra a sociedade em que vivemos.

Wellington, um rapaz quieto e fechado, sem antecedentes criminais, entrou numa escola municipal, fortemente armado e equipado, com dois revólveres, um 38 e outro 32, matou cerca de 11 e feriu outras 18 crianças e adolescentes. Escolhendo suas vítimas, atirou em todas preferencialmente na cabeça e no tórax, sendo que 90% de suas vítimas, eram meninas.

Podemos discutir aqui que houve falhas de segurança, que o problema é que existe uma enorme facilidade para se adquirir armas, que há a necessidade de maiores controles nas escolas, rondas escolares, instalações de unidades de seguranças, responsabilidade dos pais e responsáveis entre outras, inúmeras possibilidades e reflexões, procurando encontrar os verdadeiros culpados por essas cenas fatídicas, que impressionaram o País logo pela manhã. Mas infelizmente não há culpados.

A escola Tarso Silveira foi eleita como uma boa escola. Com ótimos índices segundo estatísticas que o governo utiliza para medir o desempenho das escolas públicas. Qualquer pessoa poderia ter entrado naquela escola e feito o que esse maluco fez. Mesmo que houvesse uma ronda policial na porta. A verdade, é que ninguém podia esperar algo dessa amplitude, não no Brasil. Talvez nos Estados Unidos, como sempre vemos na televisão, mas não aqui no Rio de Janeiro, por mais terrorismos e bandidagem que estejamos acostumados a ver pela televisão na cidade maravilhosa.

O que aconteceu hoje foi uma catástrofe, uma fatalidade sem fim. Crianças. Estamos acostumados, se podemos dizer que nos acostumamos, com tiros, balas perdidas, com traficantes, arrastões, políticos falando besteira e policiais matando inocentes, mas não com crianças morrendo dentro de escolas municipais, não com crianças indo para a televisão, contar da chacina que presenciaram, de amiguinhos mortos em salas de aulas, lugares em que deveriam estar aprendendo justamente o inverso disso. Deveriam estar apreendendo a serem pessoas melhores.

O que aconteceu hoje me faz refletir realmente e friamente sobre se não está mesmo na hora do mundo acabar. Será que essa sociedade atual tem mesmo jeito? Não sei. Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso.

Loucos como Wellington há inúmeros por aí. Psicopatas; malucos de plantão; garotinhas de mais de 30 anos enchendo o fiofó de remédios, filosofando frases baratas de sites baratos, achando que são a nova encarnação de Nietzsche , quando no máximo de Nietzsche que elas conseguem se aproximar é o fato de serem deprimidas, malucas e com complexo de perseguição; sem falar nos idiotas sem educação, sem ética, sem respeito aos mais velhos e mais uma eternidade de exemplos, que todos conhecemos. Enfim. De loucos o mundo está literalmente cheio. O que aconteceu hoje na verdade não me impressiona. Me comove. Eram crianças. Eram seres ainda inocentes, algumas sem a mínima capacidade de escolher entre o certo ou o errado. Se Wellington queria matar alguém, eu teria lhe dado uma lista bem grande de idiotas, malucos de plantão, imbecis e menininhas mimadas e sem o que fazer, que nem a louça da pia ou o banheiro conseguem lavar. Wellington, coitado, ficaria a semana inteira atirando e ainda assim não conseguiria dar cabo de todos os malucos do mundo. Pelo menos os que eu conheço.

Talvez o mundo esteja acabando mesmo. Ver o que vimos hoje na televisão, no quintal de nossas casas, quando normalmente só vemos essas cenas no quintal dos outros, foi realmente chocante. O Brasil parou. Impressionado e comovido.

Talvez o mundo deva acabar mesmo. Depois do nível de civilidade que atingimos hoje, fico pensando se a humanidade ainda consegue viver em paz. Reverter toda essa ignorância e estupidez humana não será um trabalho fácil. Talvez seja mais fácil darmos um Ctrl+Alt+Del e reiniciar o sistema.Nesse ponto espero que os Maias estejam certos, apesar de não acreditar em nada com relação a essas teorias. Mas um coisa eu acredito, um dia vai ter que acabar mesmo.

À familia de todas essas crianças, que nem ao menos sei quem são, mas acredito poder entender, apenas em partes, seus sofrimentos, meus mais sinceros respeitos e pêsames. Que todas elas estejam em algum lugar muito melhores que aqui, esse Inferno de malucos em que somos obrigados a viver.



Aproveitando esse momento fim do mundo, no texto abaixo, retirado do site do Estadão, há uma reflexão interessante de um biólogo sobre as extinções das espécies.

Nenhum comentário: